A hora da final

Chegou o grande a dia. A hora da final da Copa do Brasil se aproxima. Ano passado escrevi que a decisão contra o Junior Barranquila, finalíssima da Copa Sul-americana, era a partida mais importante do Athletico desde a decisão do Campeonato Brasileiro de 2001 com o São Caetano. O Furacão conquistou o título e colocou mais uma taça em sua galeria. Agora, o jogo mais importante desde o título nacional inédito do Brasileirão é o jogo dessa noite, em Porto Alegre, contra o Inter.

A Copa do Brasil é mais importante em vários aspectos que a Sul-americana. Esportiva e tecnicamente está alguns níveis acima. Esportivamente por que o Athletico deixou pra trás adversários como Flamengo e Grêmio – dois dos grandes das Américas – e por ser uma conquista de um título brasileiro, o futebol mais competitivo do continente, e ainda garantir, assim como na Sul-americana, uma vaga na fase de grupos da Libertadores. Financeiramente é a competição com maior premiação do futebol do Brasil. O rubro-negro pode embolsar mais de 60 milhões de reais se ganhar o título. Mas, mais do que isso tem a mudança de patamar. É inegável que o clube cresceu em muitos aspectos – estrutura, patrimônio e grandes vendas de atletas -, mas a consolidação desse projeto só se dará com conquistas no campo. E a da Copa da Brasil é das grandes.

O jogo será duríssimo. O adversário é grande e joga com o apoio de sua torcida que, assim como o torcedor rubro-negro, quer muito essa taça. A vantagem estabelecida no jogo de ida é muita boa, mas não definitiva. Sendo claro, eu diria 60 a 40. O Furacão está na frente, mas pra confirmar o título vai precisar jogar. Não dá pra tentar segurar o Inter a partida toda. É preciso gerar um desconforto no adversário que tão bem joga dentro de casa.

Tô escrevendo esse texto e olhando para vários atleticanos que estão no mesmo vôo que eu e o destino é Porto Alegre. Claro que todos querem essa conquista. Estive, felizmente, em todas as decisões que envolveram o futebol paranaense desde o ano 2000. Vi de dentro campo a conquista do Brasileiro de 2001, mas também vi as perdas de Libertadores em 2005 e as Copas do Brasil de 11, 12 e 13 quando nossos times ficaram com o vice. Aos atleticanos: aproveitem o momento. O título está mais perto do que em 2005 e 2013.

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